O Feijão-Vagem Xirú é uma variedade de crescimento indeterminado, ou seja, não para de crescer e produzir até encerrar seu ciclo.
Isso significa uma colheita contínua, mantendo a produtividade por um longo período. Se o mercado pede vagem macia, tenra e que dure na prateleira, você garante tudo isso com a produção do Xirú.
Seu grande segredo é ter poucas fibras e poucos fios, o que garante a palatabilidade que o consumidor adora, além da aparência uniforme que facilita a venda. Ainda, a variedade tem ótima resistência a dois problemas do feijoeiro: a Ferrugem e a Antracnose (Colletotrichum lindemuthianum).
Então, para o horticultor, a ausência de fibras no feijão-vagem Xirú não é apenas um detalhe da hortaliça, mas um diferencial competitivo estratégico.
Geneticamente desenvolvida para suprimir a formação de tecidos lignificados nas suturas da vagem, essa característica garante que o produto mantenha a ternura por um período prolongado, preservando sua textura amanteigada, oferecendo ao produtor uma janela de colheita mais flexível e reduzindo drasticamente as perdas por descarte de frutos passados do ponto.
Quanto à adaptabilidade, o Xirú é um feijão versátil, ou seja, se adapta bem a regiões de clima ameno e quente. Isso dá uma margem maior para seu encaixe em diversos calendários.
Sobre seu enfolhamento, responde bem ao adensamento se tiver suporte padrão ou intensivo. Sua poda é vital, ou seja, retirar brotos laterais que nascem na base. Isso direciona a seiva para a produção vertical e para as vagens, além de arejar da planta para que o ar circule, combatendo a umidade e os fungos.
Como toda vagem macarrão, por melhor que seja, pode ficar fibrosa se deixada no pé por muito tempo. Assim, o ponto de colheita é importante para uma vagem perfeita!
Você sabe que a vagem está no ponto ideal quando:
- As sementes internas não estão inchadas e nem marcando a casca por fora.
- Ao dobrar a vagem levemente, ela deve quebrar de forma nítida e com um estalo limpo.
Por fim, o feijão-vagem cresce muito rápido e, por isso, a colheita do Xirú deve ser frequente e parcelada, muitas vezes em dias alternados, principalmente no pico de produção. E lembre-se que em regiões quentes (como o Noroeste Paulista), recomenda-se planejamento do plantio para que o pico de floração e frutificação ocorra no Outono ou Inverno.
A matemática é simples: menos calor na fase crítica = mais pegamento de vagens = mais produtividade.

O Feijão-Vagem Xirú é uma variedade que honra o investimento, entregando rusticidade contra doenças e uma qualidade de vagem premium. O resto é com manejo, foco no tutoramento e disciplina na colheita.
Conte com a gente para mais dicas, sugestões e dúvidas, deixando nos comentários abaixo e boa colheita!