Leite cru e água: Solução economica e eficaz no controle do oídio

Semelhante a um pó branco, o oídio é uma doença que ataca diferentes culturas de hortaliças, prejudicando a sanidade dos materiais, o desempenho destes em campo e causando significativos prejuízos aos agricultores. A produção de culturas como a da abobrinha pode cair em até 60% quando atacada pela doença. Buscando uma solução, a Embrapa Meio Ambiente desenvolveu um método que além de econômico e eficaz no controle do oídio, é totalmente inócuo ao meio ambiente, não causando nenhum impacto ambiental.

  
Sequência de fotos mostra o ataque do oídio em folhas de abóbora
Fotos: Eliana Lima, Embrapa

O oídio se desenvolve nas folhas, hastes e frutos dos materiais, apresentando uma formação semelhante ao “pó de giz” e espalhando-se por toda a superfície da folha. Esse pó impede que a planta realize normalmente a fotossíntese, o que ocasiona na menor produtividade. A doença, que é provocada pelo fungo Sphaerotheca fugilinea, é favorecida por temperaturas entre 15ºC e 18ºC e umidade relativa do ar entre 20 e 100%. Neste caso, é fundamental prestar atenção às condições do ambiente, e produtores que disponibilizam de local para estufa podem realizar o cultivo protegido, que garante maior controle do local.


Surgimento de oídio na cultura do tomate

O método da Embrapa consiste em uma receita simples: basta preparar uma solução de 5% de leite de vaca cru e 95% de água e pulverizá-la sobre a plantação. A mistura foi testada em diversas culturas, como as do pepino, abobrinha, tomate e alface, mostrando-se eficiente no combate da doença. E hoje, ela vem sendo utilizada por produtores de todo o Brasil e apresentando excelentes resultados. Para uma solução de 100 litros, por exemplo, são necessários 95 litros de água e 5 litros de leite.


Oídio se assemelha a pó de giz, aparecendo especialmente nas folhas das plantas


Solução de 5% de leite de vaca cru e 95% de água pode ser pulverizada sobre cultivo para o controle de oídio 

Os benefícios estão no controle do problema e também na economia e redução do impacto ambiental.

Confira o estudo aqui!
Fonte: Embrapa Meio Ambiente

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