Manter a rentabilidade na tomaticultura é um dos maiores desafios do horticultor. O elevado custo de produção combinado à alta pressão de pragas e doenças exige estratégias eficientes para proteger o investimento em campo.
Em visita ao município de Urubici (SC), na propriedade do produtor José Alcides Imer, acompanhamos o desempenho comercial do Tomate Híbrido Saladete Lucca, da ISLA Sementes.
Em uma área comercial com 15 mil plantas, o cultivo chamou a atenção pela excelente carga de frutos e sanidade foliar do início ao fim da área.
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Carga de Frutos e Desenvolvimento Vegetativo Uniforme
Durante a avaliação visual da lavoura, observou-se excelente pegamento de frutos ao longo de todo o ciclo vegetativo. A cultivar demonstrou padronização de frutos e pencas bem formadas desde o baixeiro até o ponteiro da planta.
Essa característica de manter a produtividade na parte superior da planta indica vigor vegetativo e boa cobertura foliar, fatores fundamentais para proteger os frutos contra queimaduras solares e manter o teto produtivo até as últimas colheitas.
O Desafio do Geminivírus e do Fusário Raça 3 na Tomaticultura
Segundo estudos da Embrapa Hortaliças, doenças como o Geminivírus (transmitido pela mosca-branca) e a Murcha de Fusário (Fusarium oxysporum f. sp. lycopersici) estão entre as principais causas de perdas econômicas e inviabilização de áreas de cultivo no Brasil.
O controle exclusivamente químico dessas patologias nem sempre garante eficiência e encarece o custo de produção. Por isso, o uso de cultivares com resistência genética combinada é a estratégia mais recomendada para a proteção do cultivo.
O Tomate Saladete Lucca se destaca em campo por apresentar um pacote robusto de resistências fitossanitárias.
- Resistência ao Geminivírus: Evita a paralisação do crescimento e a deformação foliar na planta.
- Resistência ao Fusário Raça 3 (Fol: 1, 2 e 3): Proteção vascular contra patógenos de solo difíceis de erradicar.
- Tolerância ao Vira-Cabeça (Tospovirus): Proteção contra viroses transmitidas por tripes.
Redução de Riscos e Rentabilidade no Final da Safra
Quando o produtor opta por híbridos rústicos e resistentes, ele reduz a necessidade de aplicações emergenciais de defensivos, diminui os riscos de perda total por viroses e garante maior estabilidade de colheita.
A experiência observada em Urubici (SC) reforça que o equilíbrio entre manejo adequado e genética superior é o segredo para alcançar maior rentabilidade na tomaticultura moderna.
Veja no vídeo abaixo a plantação e a explicação do CTV da ISLA Sementes, Marcos Renan: