10 dicas para o sucesso na produção de mudas de hortaliças

O capricho na hora de produzir as mudas afeta diretamente o desenvolvimento de plantas adultas após o transplantio, aumentando as chances de obtenção de cultivares mais sadias e colheitas mais fartas. Por isso, para a produção de mudas de hortaliças de qualidade, alguns fatores precisam ser levados em conta.

O sistema de produção de mudas é o inicio do crescimento de uma planta, que se desenvolve em local específico, para depois ser transplantada para o canteiro ou área definitiva. Atualmente, é o sistema mais indicado e utilizado, principalmente no cultivo protegido. Consiste na semeadura em bandejas de poliestireno expandido (isopor) ou plástico. Ambos com tamanho e profundidades diferentes, que varia de acordo com a exigência de cada cultivar.

Vantagens da produção de mudas:
– Maior controle fitossanitário;
– Plantas vigorosas;
– Resistente ao transplante;
– Uniformidade da produção;
– Sistemas radiculares melhores desenvolvidos, sem entrelaçamentos com mudas vizinhas;
– Volume de substrato ideal para cada espécie;
– Maior aproveitamento de água, luz e nutrientes;
– Redução do período de produção;
– Proteção de efeitos de intempéries;
– Redução na quantidade de sementes a serem utilizadas;

1 – Escolha do local

Essa parte do processo é muito importante, pois o local tem como objetivo proteger as mudas contra doenças e intempéries. Normalmente a produção de mudas é feita em casa de vegetação ou em algum lugar protegido. O local deve ter luminosidade suficiente para garantir uma boa germinação, podendo ser parcial/indireta. As bandejas devem ficar em bancadas com 30cm (ou mais) acima do solo, para facilitar a semeadura e o manejo, evitando danos às raízes, doenças e contato com plantas invasoras, por exemplo.

2 – Que tipo de bandeja devo utilizar?

As mais utilizadas são de poliestireno expandido (isopor) ou plástico, porém com diferentes tamanhos e números de células. A escolha é de acordo com a espécie de hortaliça, permitindo espaço para o desenvolvimento adequado das raízes e plantas.

3 – Substrato
O substrato deve ser apropriado para a produção de mudas, adquirido pronto no comércio ou produzido pelo horticultor em sua propriedade, com orientações de um profissional. O mesmo pode ser constituído de vermiculita expandida ou materiais orgânicos (turfa, casca de pinus, casca de arroz carbonizada).

Características ideais dos substratos: 
– Isento de resíduos industriais e de microrganismos patogênicos;
– Leve;
– Ótimas propriedades químicas e físicas;
– Boa drenagem;
– Capacidade de retenção de água;
– Livre de sementes e plantas daninhas;

4 – O que semear?

Durante a escolha das cultivares a serem plantadas, deve-se levar em consideração alguns pontos, como:

– Cultivares adaptadas na região;
– Aceitação no mercado;
– Época de plantio;
– Planejamento de plantio e mão de obra, em todo ciclo da hortaliça;
– Procura de variedades resistentes às principais doenças;
– Características do produto desejado;
– Tipos de sementes (sementes nuas, incrustadas, peletizadas);

5 – Mãos a obra!

Após a escolha do local adequado, assim como das cultivares e qual bandeja e substrato serão utilizados, é hora do cultivo. Confira o passo a passo:

– Apoie as bandejas em uma bancada, preencha todas as células da bandeja com substrato uniformemente;

– No centro das células, realize manualmente uma pequena cova, com furos na profundidade de 0,5 cm a 1,0 cm (de acordo com o tamanho das sementes a serem semeadas). Existem marcadores para produção profissional, que permitem a marcação das covas com maior rendimento, agilidade e uniformidade;

– Coloque de 2 a 3 sementes por célula. Em caso de sementes híbridas e peletizadas, pode-se semear apenas uma;

– Após a semeadura, cubra as sementes com uma fina camada de substrato, sem compactar. Retire o excesso com um nivelador, deixando o substrato uniformemente distribuído na bandeja;

– Com borrifador faça uma rega com água, deixando o substrato úmido. Caso não tenha um borrifador, use um pequeno regador, mas com uma rega cuidadosa para não afundar as sementes ou fazer com que caiam da bandeja. Coloque as bandejas prontas no local onde escolheu para mudas se desenvolverem.

6 – Tratos culturais

– Á medida que as mudas se desenvolvem, a água disponível se esgota em períodos cada vez mais curtos, ainda mais se a sua região tem temperaturas altas. A irrigação frequente é necessária, pelo menos duas vezes ao dia, com regador de bico fino ou por microaspersão, mantendo o substrato úmido e não encharcado;

– Após 5 e 10 dias da semeadura, dependendo do ciclo da espécie, deve-se realizar a eliminação das plantas excedentes em cada célula, processo conhecido como desbaste. Elimine mudas mais fracas, deixando somente uma planta por célula e garantindo a uniformidade. Trabalhe com o substrato úmido, pois facilita o arrancamento e não prejudica as raízes das mudas selecionadas;

– Verificação das mudas diariamente: de ocorrência de insetos, pragas, doenças e/ou anormalidades nas mudas;

– Quando as mudas estiverem mais desenvolvidas, a frequência de irrigação deve ser diminuída, para que ocorra o “endurecimento” da muda.

7 – Ponto de transplante
As mudas devem apresentar um sistema radicular abundante (dando consistência ao torrão), tamanho ideal conforme sua espécie, plantas vigorosas e sem sintomas de doenças. Devem apresentar de 4 a 6 folhas definitivas e de 7cm a 10cm de altura. Isto tudo em aproximadamente 25 a 30 dias a partir da semeadura, tempo que é variável dependendo da espécie e das condições agroecológicas.

8 – Transplante

Consiste na operação de retirar a muda e plantá-la no local definitivo, conforme características citadas na etapa anterior. Neste processo, é necessário realizar uma seleção das mudas, eliminando as mais fracas ou com sintomas indesejados. Não devem ser transplantadas mudas “passadas”, pois originarão plantas adultas tardias e com menor produtividade. A hora do dia mais favorável para o transplante é antes do anoitecer, quando a temperatura se torna amena e não há incidência de luz solar intensa e direta.

9 – Cuidados

– No transporte das bandejas para os canteiros;
– Para evitar quebra do torrão;
– Para manter as raízes e hastes intactas.

10 – Escolha do local definitivo
Este é o local onde a planta vai continuar as etapas do seu ciclo. Nesta parte do processo, são fundamentais alguns cuidados:

– Local deve te sido preparado com adubação, solos soltos, sem vestígios de outras plantas e com sistema de irrigação pronto;
– Antes do plantio das mudas, molhar bem o local onde serão transplantad
– Fazer cova com espaçamento adequado para a cultura escolhida;
– A cova deve ter profundidade ideal para receber a raiz e todo substrato envolvido;
– Após posicionar a muda no canteiro, completar a cova, nivelar e fazer uma leve comparação de terra ao redor da muda, para melhor contato das raízes com a terra;
– Ao terminar é preciso realizar a rega no local.

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