Pimentas frescas: mercado promissor no Nordeste

O clima propício e a rusticidade dos materiais são a combinação perfeita para o sucesso na produção de pimentas brasileiras no Nordeste do país. Iniciando a colheita em cerca de 100 a 120 dias, esta é uma hortaliça muito importante para fonte de renda na agricultura familiar e também em produções de larga escala.

Nesta matéria trazemos alguns dados deste mercado, assim como as principais variedades. Conversamos com Rildo Feitosa, CTV nesta região, que nos contou sobre as pimentas brasileiras e sua ótima aceitação. Acompanhe:

Quais são as pimentas mais produzidas na Região Nordeste?

O cenário é super promissor, principalmente por todos os estados do Nordeste produzirem pimentas. Há algumas diferenças e peculiaridades de acordo com a região e preferências de consumo culturais, mas predominam as cultivares malagueta e de cheiro, com grande destaque para Bahia e Sergipe.

Além destas, também são muito aceitas e bem difundidas as pimentas biquinho, jalapenho e habanero, com destaque para as brasileiras Juriti e Nandaia:

959 – Pimenta BRS Juruti

  • Pimenta do tipo habanero;
  • Variedade exigente em calor, sensível a baixas temperaturas e intolerante à geada;
  • Frutos altamente picantes de 260.00 SHU;
  • Resistência a Vira-cabeça (TSWV), Vírus do mosaico (PepYMV), Oídio (PM).

960 – Pimenta BRS Nandaia

  • Frutos de formato campanulado com superfície lisa e pendente;
  • Frutos muito aromáticos e picantes (200.000 SHU (Escala de Scoville);
  • De coloração verde quando imaturos e laranja quando maduros;
  • Resistente à N (Nematóides), PepYMV (Vírus Mosaico Amarelo da Pimenta, PM (Oídio), Xcv (Murcha Bacteriana).

Pimentas frescas: oportunidade de novos mercados

As maiores produções são destinadas para indústria de molho de pimenta, entretanto percebemos uma tendência na comercialização in natura, com as pimentas frescas, que podem ser também utilizadas em diversos preparos e conservas.

De acordo com a pesquisadora Cláudia Silva da Costa Ribeiro, da Embrapa Hortaliças, a maior parte das pimentas produzidas no Brasil ainda é destinada à indústria. Com isso, o posicionamento de pimentas frescas representa uma boa oportunidade para agricultores de todo o país.

Além disso, o mercado vem sendo estimulado pela boa procura em feiras e supermercados, apresentados como na próxima imagem, com mix de coloração e variedades, super atrativa aos consumidores.

Mix de pimentas frescas em ponto de venda.

Conheça dos dados deste mercado

Principais variedades e produção:

  • Pimenta Malagueta: 73 toneladas/ano
  • Pimenta Biquinho: 72 toneladas/ano
  • Pimenta Jalapenho: 34,5 toneladas/ano
  • Pimenta Habanero: 23,5 toneladas/ano

De acordo com a Embrapa, a produtividade média depende do tipo de pimenta cultivada, variando de 10 a 30 t/ha. A crescente demanda do mercado, estimado em 80 milhões de reais ao ano, tem impulsionado o aumento da área cultivada e o estabelecimento de agroindústrias, tornando o agronegócio de pimentas (doces e picantes) um dos mais importantes do país. Além do mercado interno, parte da produção brasileira de pimentas é exportada em diferentes formas, como páprica, pasta, desidratada e conservas ornamentais.

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